terça-feira, 8 de janeiro de 2008

MELHOR FOTOGRAFIA: Blog de Ouro


• BABEL / Rodrigo Prieto

• CARTAS DE IWO JIMA / Tom Stern

• A CONQUISTA DA HONRA
/ Tom Stern

• O DESPERTAR DE UMA PAIXÃO
/ Stuart Dryburgh

• ZODÍACO
/ Harris Savides

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Blog de Ouro


• A BÚSSOLA DE OURO / Dennis Gassner, Richard L. Johnson, Chris Lowe, Andy Nicholson e Anna Pinnock

• DREAMGIRLS - EM BUSCA DE UM SONHO / John Myhre e Nancy Haigh

• HAIRSPRAY - EM BUSCA DA FAMA / David Gropman, Dennis Davenport e Gordon Sim

• HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX / Stuart Craig, Mark Bartholomew, Alastair Bullock, Martin Schaedler, Gary Tomkins, Alexandra Walker e Stephanie McMillan

• MARIA ANTONIETA / K.K. Barrett, Pierre Duboisberranger, Jean-Yves Rabier e Véronique Melery

MELHOR FIGURINO: Blog de Ouro


• A BÚSSOLA DE OURO / Ruth Myers

• DREAMGIRLS - EM BUSCA DE UM SONHO / Sharen Davis

• HAIRSPRAY - EM BUSCA DA FAMA / Rita Ryack

• MARIA ANTONIETA / Milena Canonero

• A RAINHA / Consolata Boyle

MELHOR MONTAGEM: Blog de Ouro


• BABEL / Douglas Crise e Stephen Mirrione

• CARTAS DE IWO JIMA / Joel Cox e Gary Roach

• TROPA DE ELITE
/ Daniel Rezende

• O ULTIMATO BOURNE / Christopher Rouse

• ZODÍACO / Angus Wall

MELHOR MAQUIAGEM: Blog de Ouro


• APOCALYPTO / Jonay Bacallado, Ruth Bermudo, Laura Bonilla, David Ruiz Gameros, Jana Carboni e Simona Castaldi

HAIRSPRAY - EM BUSCA DA FAMA / Colin Penman, Ronnie Specter, Barry Anderson, Josh Counsel e Vance Hartwell

PIAF - UM HINO AO AMOR / Gabriela Polakova, Didier Lavergne, Matthew Smith e David White

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Blog de Ouro


• PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO / Ted Allen, J.D. Schwalm, John Kelso, Chris Jones, Michael Holland e Chris Hampton

• TRANSFORMERS / Ryan Amborn, Sean Amborn, David J. Barker, John Frazier, Chris Jones e Ben Nichols

300 / Georges Chartrand, Francis Choquette, Pierre Côté, Louis Craig, Louis Dumont e Luc Therrien

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

MELHOR SOM: Blog de Ouro


• CARTAS DE IWO JIMA / Jason W. Jennings, Jason King, Steve Mann, Walt Martin e Charles Maynes

• PIRATAS DO CARIBE - NO FIM DO MUNDO / Christopher Boyes, Ken Fischer, Tim Gomillion, David C. Hughes e Lee Orloff

• TRANSFORMERS
/ Erik Aadahl, Craig Berkey, Steve Bissinger, Brent Burge, Peter J. Devlin e Kevin O'Connell

• 300 / Rick Hromadka, Jon Mete, Brad North, Derek Vanderhorst e David Werntz

• O ULTIMATO BOURNE / Christopher Assells, Bob Beemer, Dan Hegeman, Scott Millan, David Parker e Gary Summers

Votações encerradas

A Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos encerrou as votações para a 1ª edição do Blog de Ouro. O prêmio da SBBC considerou filmes em cartaz no Brasil de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2007.

Até a próxima edição, prevista para janeiro de 2009, vamos discutir novamente as datas de votação para evitarmos qualquer problema.

Hoje, à 0h, confira os indicados ao Blog de Ouro aqui.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

SBBC vota na primeira edição do Blog de Ouro

A votação do primeiro Blog de Ouro está em andamento. Os indicados ao prêmio da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos para os melhores trabalhos do cinema em 2007 serão divulgados no próximo dia 5 de janeiro de 2008.

São 19 categorias:

MELHOR FILME • MELHOR DIRETOR • MELHOR ROTEIRO ORIGINAL • MELHOR ROTEIRO ADAPTADO • MELHOR ATOR • MELHOR ATRIZ • MELHOR ATOR COADJUVANTE• MELHOR ATRIZ COADJUVANTE • MELHOR ELENCO • MELHOR ANIMAÇÃO • MELHOR TRILHA SONORA • MELHOR CANÇÃO • MELHOR FOTOGRAFIA • MELHOR DIREÇÃO DE ARTE • MELHOR FIGURINO • MELHOR MONTAGEM • MELHOR MAQUIAGEM • MELHORES EFEITOS VISUAIS • MELHOR SOM

Para a 1ª Edição Anual do Blog de Ouro, a SBBC considera todos os filmes que estrearam no Brasil no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2007.

Os prêmios para séries de TV serão realizados em maio de 2008. Aguarde por mais informações até lá.

IMPORTANTE: Quem ainda não votou no Blog de Ouro tem até o dia 2 de janeiro para fazer isso. É só enviar um e-mail com seus favoritos nas categorias acima para blogueiroscinefilos@gmail.com.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

1. O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)


Na primeira cena de O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), a câmera de Francis Ford Coppola mostra o rosto de um homem dizendo “I believe in America”. Ela recua lentamente até revelar que Bonasera (Salvatore Corsitto) está falando com Don Vito Corleone (Marlon Brando), que ouve atentamente seu velho amigo dentro de um escritório. Bonasera teve a filha “desonrada” e pede justiça ao Padrinho. Obviamente, a cena elaborada pelo roteiro é interna. Seria mais um exemplo da rotina de Don Corleone se não fosse por um detalhe: é o dia do casamento de sua filha. E ele ainda nem sabe que ela sofrerá nas mãos do futuro marido.

Sabemos que lá fora acontece um casamento porque é a segunda parte da abertura detalhada no roteiro de Mario Puzo e do próprio Coppola. Agora, a cena é externa. Vemos os convidados dançando em um cenário mais amplo e, depois, percebemos que o FBI está de tocaia do lado de fora da mansão. Aos poucos, durante a festa, conhecemos cada um dos membros da família Corleone.

Logo após a foto com os personagens principais, a ação muda para um avião chegando a Hollywood. Tom Hagen (Robert Duvall) desembarca na terra do cinema para fazer “negócios” com um produtor.

Esses três parágrafos são uma homenagem a este roteiro fantástico – somente na abertura, ele demonstra o tamanho do universo dos Corleones e faz com que o cinéfilo se sinta como parte da família. Se isso é apenas o começo deste filmaço, que ocupa a 1ª posição do Top 10 da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos, imagine o restante de suas quase três horas de duração. Curiosidade: o filme deveria ter começado com a festa e não na sala, que serve de cenário para o diálogo entre Vito Corleone e Bonasera. Coppola mudou de idéia e fez aquela abertura magnífica.

Esse é o início da trilogia mais respeitada do cinema. É a saga de uma família. A transformação de Michael Corleone (Al Pacino) é impressionante. Antes, ele queria distância dos negócios da família. Aos poucos, Michael muda em pequenos detalhes. Aos poucos, ele compreende o seu destino. Esteja ele certo ou errado.

Não é só Al Pacino. Tem Marlon Brando; a música de Nino Rota; aquela cena final com a porta batendo na cara de uma ingênua Diane Keaton... Muitos cinéfilos que nasceram dos anos 70 para cá consideram O Poderoso Chefão o melhor filme de todos os tempos. À frente de Cidadão Kane. E de qualquer outro. Ao menos, os velhos e os novos concordam numa coisa: é uma obra-prima inquestionável e irretocável.

O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola (adaptado do livro de Mario Puzo)
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton, John Cazale e Talia Shire

Top 10
1) O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola
2) 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick
3) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick
4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson
5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino
6) E o Vento Levou, de Victor Fleming
7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola
8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme
9) Beleza Americana, de Sam Mendes
10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

02. 2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001, 1968)

Um filme que fala sobre a evolução do homem. É dessa maneira simples e direta que podemos definir o filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço, que foi escrito e dirigido por Stanley Kubrick, e que ocupa o posto de número 02 no Top 10 Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Baseado no livro de Arthur C. Clarke, 2001 – Uma Odisséia no Espaço conta com momentos de pouco diálogo para falar sobre o homem, desde os momentos da pré-história, quando ele tentava lidar com instrumentos simples; até a idéia de futuro, quando o homem tenta conquistar o ambiente espacial em uma nave dominada pelo computador HAL 9000. O grande viés do filme acontece quando, no meio da viagem, HAL entra numa pane e começa a eliminar um por um os tripulantes da nave a fim de adquirir o controle total do veículo. Ou seja, é a tecnologia, a evolução se voltando contra seu próprio criador.

Filmado em 1968, chama a atenção em 2001 – Uma Odisséia no Espaço a qualidade dos efeitos especiais (o filme foi o vencedor do Oscar nesta categoria naquele ano), bem como a direção de arte e o uso da trilha sonora (que conta com clássicos como Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss). Considerada uma das – muitas – obras-primas do diretor Stanley Kubrick, 2001 – Uma Odisséia no Espaço é também visto com uma das melhores ficções científicas de todos os tempos.

Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick, com base no livro de Arthur C. Clarke
Elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Daniel Richter, Leonard Rossiter, Margaret Tyzack, Robert Beatty

Top 10: 2) 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, 3) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, 4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson, 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

3. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971)


Realizador de obras-primas em diversos gêneros, Stanley Kubrick foi um diretor genial. Pela ficção científica, ele fez 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968) e, pelo terror, entregou O Iluminado (1980). O diretor também criticou duas guerras em Glória Feita de Sangue (1957) e Nascido Para Matar (1987), além da Guerra Fria, em Dr. Fantástico (1964). Entre muitos outros gêneros, Kubrick fez o filme definitivo sobre a violência, Laranja Mecânica (1971), o número 3 da lista da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos para os 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos.

É a história do jovem Alex de Large (Malcolm McDowell), líder dos “Drugues”, um grupo delinqüente que vive uma rotina incomum. Eles espancam mendigos, invadem casas para roubar, agredir e matar, além de desafiar gangues rivais em lutas sem limites ou regras. Um dia, Alex é capturado pela polícia e entregue ao Governo para uma experiência capaz de anular o instinto violento do ser humano.

Stanley Kubrick discute a violência física e mental do Homem, e também do Governo. Em Laranja Mecânica, o cineasta lança diversas perguntas ao público: “Quem é capaz da pior espécie de violência? O indivíduo ou o Estado? Está tudo interligado? A lavagem cerebral para corrigir um homem como Alex é definitiva? É correta?”. Com quatro indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem), Laranja Mecânica incomoda, impressiona e influencia cineastas até hoje.

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971)
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick
Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke, John Clive, Adrienne Corri e Carl Duering

Top 10: 3) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, 4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson, 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

4. Magnólia (Magnolia, 1999)

O diretor e roteirista Paul Thomas Anderson é chamado, por muitos de o Robert Altman da atualidade pela capacidade que possui de contar histórias sobre vários personagens que, apesar de serem independentes entre si, estão ligadas por algum tipo de conexão que só nos fica clara na medida em que a história progride.

Anderson atingiu o ápice de sua criatividade artística (pelo menos até que There Will Be Blood estréie e confirme todas as expectativas positivas que se tem em torno do filme) com Magnólia, de 1999, obra que ocupa a posição de número 04 no Top 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Magnólia nos coloca diante de nove histórias que acontecem durante um dia na cidade de San Fernando Valley, que fica na área de Los Angeles, Califórnia. São elas: Frank T. J. Mackey (Tom Cruise, numa performance indicada ao Oscar 2000), um autor de auto-ajuda cujo pai (Jason Robards) – um doente terminal – o procura depois de anos ausente; Linda Partridge (Julianne Moore), a esposa do pai de Mackey, que tem que lidar com a eminente morte de seu marido e com o sentimento de culpa pela sua infidelidade; Donnie Smith (William H. Macy), uma ex-child star; Stanley Spector (Jeremy Blackman), a atual child-star que lida com as pressões familiares; Phil Parma (Philip Seymour Hoffman), o enfermeiro do marido de Linda; Jimmy Gator (Philip Baker Hall), o apresentador de um quiz show que procura a reconciliação com a filha Claudia (Melora Walters) e o policial (John C. Reilly) que só quer encontrar alguém para aplacar sua solidão.

No caso de Magnólia, a conexão acontece através do uso da música da cantora Aimee Mann (Paul Thomas Anderson escreveu o roteiro do filme escutando as canções dela). Muitos irão se lembrar de “Wise Up”, que faz parte de uma das cenas mais marcantes do filme. Mas, todos deveriam pensar mesmo é em “Save Me” (música indicada ao Oscar 2000) e cuja frase “If you could save me from the ranks of the freaks, who suspect they could never love anyone” representa tudo aquilo que os personagens criados por Paul Thomas Anderson procuram.

Direção: Paul Thomas Anderson
Roteiro: Paul Thomas Anderson
Elenco: Julianne Moore, William H. Macy, John C. Reilly, Tom Cruise, Philip Baker Hall, Philip Seymour Hoffman, Jason Robards, Alfred Molina, Melora Walters, Jeremy Blackman, Melinda Dillon, Luis Guzmán

Top 10: 4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson, 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

5. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994)


Em 1992, o mundo conheceu o talento de Quentin Tarantino. O filme era Cães de Aluguel. Na época, a produção chamou a atenção de ninguém menos do que Martin Scorsese, que encheu o novato de elogios.

Mas foi com Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), que Tarantino conquistou os cinéfilos. Não importa se o filme ganhou a Palma de Ouro ou se perdeu o Oscar para Forrest Gump. O que realmente importa é que Pulp Fiction é o filme mais influente dos anos 1990. Além disso, revelou um autor.Tarantino valoriza a força da palavra no roteiro ao discutir violência, cultura pop e histórias policiais de bolso em mesas de bar (ou em leituras de banheiro). Ele não influenciou apenas cineastas e roteiristas, mas uma geração inteira de cinéfilos, que coloca Pulp Fiction na 5ª posição na escolha da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos dos 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos.

Um dos blogueiros da SBBC, Cassiano Sairaf, fez uma bela resenha sobre o filme em seu blog,
Museu do Cinema. Não é preciso dizer mais nada.

Pulp Fiction – Tempo de Violência
(Pulp Fiction, 1994)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino e Roger Avary
Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Tim Roth, Bruce Willis, Maria de Medeiros, Ving Rhames e Eric Stoltz

Top 10: 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

6. ...E O Vento Levou (Gone With the Wind, 1939)

Muitos dizem que o ano de 1939 foi o melhor da história da indústria cinematográfica hollywoodiana. O reflexo disso pôde ser visto na lista de indicados ao Oscar daquele ano. No lugar do habitual número de cinco indicados à categoria principal (a de melhor filme), tivemos uma lista de dez concorrentes à estatueta dourada.

Um desses candidatos era ...E O Vento Levou, do diretor Victor Fleming (homem por trás de O Mágico de Oz, outra obra-prima produzida em 1939), e filme que ocupa a posição de número 08 na lista de Melhores Filmes de Todos os Tempos de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Mais do que uma obra-prima do cinema norte-americano, ...E o Vento Levou é uma prova de todos os elementos que faziam do cinema hollywoodiano a menina dos olhos de cinéfilos em todo o mundo. Uma produção megalomaníaca (e totalmente problemática, tendo em vista que mais de cinco diretores contribuíram com a obra), fruto da mente de David O. Selznick, um dos maiores difusores de todo um sistema em que o produtor era a peça mais importante na engrenagem da fábrica de sonhos que é o cinema (num momento que antecedeu o chamado star-system). Um filme com diálogos marcantes, uma música inesquecível e que continua a ser uma das obras mais amadas pelos cinéfilos, incluindo aqueles de gerações mais recentes.

Baseado no aclamado livro de Margaret Mitchell, ...E O Vento Levou conta a saga de Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), garota rica e mimada que vive no Sul dos EUA. Quando a Guerra da Secessão começa, Scarlett é obrigada a amadurecer ao ver a pobreza, a fome e o sofrimento. Ela se casa com Rhett Butler (Clark Gable), um homem que ela odiava e aprenderá, aos poucos, a valorizar. O final de ...E O Vento Levou é uma das cenas mais clássicas do cinema e uma prova concreta de toda a mitologia que envolve esta produção, bem como o seu casal central.

Vencedor de nove Oscars – incluindo o de melhor atriz coadjuvante para Hattie McDaniel, que entraria para a história como a primeira atriz negra a ser indicada e vencer um prêmio da Academia -, ...E O Vento Levou é um daqueles filmes que explicam o por quê de o cinema ser uma arte tão apaixonante.

Direção: Victor Fleming
Roteiro: Sidney Howard
Elenco: Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Hattie McDaniel, Thomas Mitchell, Barbara O’Neil, Evelyn Kayes, Ann Rutherford, George Reeves, Fred Crane

Top 10: 6) ...E O Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

7. O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II, 1974)


O Poderoso Chefão – Parte II (The Godfather – Part II, 1974) conquistou uma proeza: é a única segunda parte de uma trilogia premiada com o Oscar de Melhor Filme. A história é contada em épocas diferentes para mostrar os diversos lados da mesma moeda – a ascensão dos Corleone na América e o início de seu reinado de sangue e poder. Enquanto o jovem siciliano Vito Corleone (Robert De Niro) começa a construção do império, nos anos 1910, Michael Corleone (Al Pacino) expande o poder do clã em Las Vegas, Cuba e Hollywood, durante os anos 1950.

O universo intimista do Corleone revelado no primeiro filme é expandido aqui em forma de passado e presente. A saga ganha contornos épicos. Sabemos dos passos de Vito Corleone de De Niro como se estivéssemos lendo notas de rodapé. É como se encontrássemos curtas anotações sobre a vida dele em livros abandonados numa velha biblioteca.

Francis Ford Coppola recebeu o seu Oscar de Melhor Diretor, que perdeu dois anos antes ao concorrer pelo primeiro filme da trilogia. É interessante tentar compreender o carisma de Vito e a monstruosidade de Michael. O primeiro constrói e une a família, enquanto o segundo destrói e separa. Mas ambos sempre foram temidos por amigos e inimigos. Onde Michael errou? E onde Vito acertou? Na cena final, logo após saber que seu próprio irmão foi executado sob suas ordens, observamos o Michael Corleone de Al Pacino sozinho, relembrando um jantar com a família unida à espera do pai. Pacino apenas sugere e não diz nada. É o poder do silêncio, que demonstra um homem orgulhoso, mas que já dá indícios da fase de Michael que conheceríamos em O Poderoso Chefão – Parte III. Ou seja, um homem consumido pela culpa. E ele a percebe tarde demais. Seu silêncio termina num grito sem som na emblemática cena da escadaria, que representa o clímax da saga.

O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II, 1974)
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola e Mario Puzo
Elenco: Al Pacino, Diane Keaton, Robert Duvall, Robert De Niro, Lee Strasberg, John Cazale e Talia Shire

Top 10: 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

8. O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)

Existem certos personagens que são maiores do que os atores que os interpretaram ou dos filmes que estrelaram. Hannibal Lecter é um deles. Na pele do ator galês Anthony Hopkins, o personagem ganhou uma aura mítica e, em se tratando do fato de que Hannibal é um dos melhores vilões da história do cinema, saber que ele ganhou a admiração de muitos cinéfilos chega até a ser bastante curioso.

O Silêncio dos Inocentes, filme que marca a estréia de Hopkins no papel (que já foi de atores como Brian Cox e Gaspard Uliel), é o dono do posto número 8 do Top 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Em uma atmosfera dominada pelo sentimento sombrio, o diretor Jonathan Demme e o roteirista Ted Tally (adaptando o livro de Thomas Harris) contam a história do encontro entre a agente do FBI, Clarice Starling (Jodie Foster), com o temível assassino Hannibal Lecter. Ela precisa da ajuda dele para desvendar a mente de um psicopata chamado “Buffalo Bill”.

O mais interessante em O Silêncio dos Inocentes é a maneira como Demme aborda o relacionamento que se estabelece entre Clarice e Hannibal. O último faz com que a primeira se sinta consumida pela sua personalidade dominante. E é a partir disso que vemos a agente do FBI confrontando seus medos e indo além de todos os seus limites.

Um dos poucos filmes a serem premiados com os cinco Oscars principais (melhor filme, diretor, roteiro, ator e atriz), O Silêncio dos Inocentes é um filme que dá uma aula de como se fazer uma obra de suspense psicológico sem ter que acabar apelando para fórmulas batidas ou reviravoltas sem sentido. O filme conta sua história de forma direta, sem rodeios e inserindo a platéia completamente dentro de seu universo.

Direção: Jonathan Demme
Roteiro: Ted Tally
Elenco: Anthony Hopkins, Jodie Foster, Scott Glenn, Anthony Heald, Ted Levine, Frankie Faison

Top 10: 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme; 9) Beleza Americana, de Sam Mendes; 10) Cidadão Kane, de Orson Welles.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

9. Beleza Americana (American Beauty, 1999)

Em 1999, o diretor Sam Mendes foi comparado a Orson Welles. Na época, muitos críticos disseram que sua estréia como cineasta foi a mais celebrada desde que Welles surgiu com Cidadão Kane, o número 10 da lista dos melhores filmes de todos os tempos de acordo com a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

O 9º lugar fica com Beleza Americana, vencedor de cinco Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor (Sam Mendes), Melhor Roteiro Original (Alan Ball), Melhor Ator (Kevin Spacey) e Melhor Fotografia (Conrad L. Hall). Beleza Americana representou o primeiro Oscar de Melhor Filme para a Dreamworks.

Logo no início, sabemos que o filme é narrado por um cadáver, Lester Burnham (Spacey). Sam Mendes e Alan Ball (criador da série Six Feet Under) fizeram uma homenagem direta ao começo de Crepúsculo dos Deuses (1950), do mestre Billy Wilder, que é narrado pelo “espírito” de William Holden.

Beleza Americana
não é “apenas” uma sátira à família. É sobre um homem que estagnou no espaço e no tempo. E o pior de tudo: ele reconhece isso. O que fazer da vida quando não adianta mais sonhar? E o que fazer quando ninguém mais te respeita? Ao saber disso, Lester Burnham decide viver cada minuto intensamente. Como homem, ele pode até desaprovar seus instintos, mas se recusa a desistir de satisfazer seus desejos mais profundos. Ele pode estar errado, mas Lester precisa provar (a si próprio) que não é um perdedor. E suas ações afetam toda a sua família (e vizinhos). É um filme sobre os medos de sempre em uma sociedade moderna.

É um roteiro que Billy Wilder teria adorado. Beleza Americana é um dos filmes mais influentes para uma nova geração de cinéfilos. É uma obra que ainda merece discussão e que deve ser estudada ao longo dos anos. Nada é o que parece em Beleza Americana. Para entender suas mensagens, é bom “olhar mais de perto”, como está escrito no cartaz do filme.

Beleza Americana (American Beauty, 1999)
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Alan Ball
Elenco: Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari e Chris Cooper

Top 10: 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

10. Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)


Uma presença constante nas listas de críticos do mundo inteiro, a obra Cidadão Kane, do diretor Orson Welles, inaugura a lista em ordem decrescente dos 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Quando começou a fazer Cidadão Kane, Orson Welles tinha somente 25 anos e já possuía uma fama de visionário – que foi conquistada graças à sua transmissão em rádio da obra A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. O projeto era bastante ambicioso e tinha o objetivo de contar a trajetória do empresário do ramo de telecomunicações, Charles Foster Kane (vivido por Welles), ao utilizar um recurso narrativo bem diferente: toda a história seria contada através do ponto de vista daqueles que conheceram o magnata, em relatos a um jornalista (Joseph Cotten), que estava escrevendo o obituário de Kane.

Cidadão Kane marcou seu nome na história da indústria cinematográfica ao imprimir uma mudança na linguagem de cinema até então nunca vista antes. Orson Welles e seu diretor de fotografia, Gregg Toland, fizeram uso de sombras e de distorção de imagens, de longas seqüências sem cortes, de tomadas e focos em ângulos de câmeras inéditos, entre outras mudanças revolucionárias.

Além disso, o filme causou bastante controvérsia por causa das semelhanças entre Charles Foster Kane e o magnata da vida real William Randolph Hearst, que tentou a todo custo impedir a produção do filme – a história por trás das filmagens de Cidadão Kane pode ser vista no telefilme RKO 281, de Benjamin Ross.

O resultado de tudo isso é um filme que é uma das poucas unanimidades da história do cinema e que deixou frases e cenas marcadas nas memórias de cinéfilos em todo o mundo.

Direção: Orson Welles
Roteiro: Herman J. Mankiewicz e Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Agnes Moorehead, Ruth Warrick, Ray Collins