quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

SBBC vota na primeira edição do Blog de Ouro

A votação do primeiro Blog de Ouro está em andamento. Os indicados ao prêmio da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos para os melhores trabalhos do cinema em 2007 serão divulgados no próximo dia 5 de janeiro de 2008.

São 19 categorias:

MELHOR FILME • MELHOR DIRETOR • MELHOR ROTEIRO ORIGINAL • MELHOR ROTEIRO ADAPTADO • MELHOR ATOR • MELHOR ATRIZ • MELHOR ATOR COADJUVANTE• MELHOR ATRIZ COADJUVANTE • MELHOR ELENCO • MELHOR ANIMAÇÃO • MELHOR TRILHA SONORA • MELHOR CANÇÃO • MELHOR FOTOGRAFIA • MELHOR DIREÇÃO DE ARTE • MELHOR FIGURINO • MELHOR MONTAGEM • MELHOR MAQUIAGEM • MELHORES EFEITOS VISUAIS • MELHOR SOM

Para a 1ª Edição Anual do Blog de Ouro, a SBBC considera todos os filmes que estrearam no Brasil no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2007.

Os prêmios para séries de TV serão realizados em maio de 2008. Aguarde por mais informações até lá.

IMPORTANTE: Quem ainda não votou no Blog de Ouro tem até o dia 2 de janeiro para fazer isso. É só enviar um e-mail com seus favoritos nas categorias acima para blogueiroscinefilos@gmail.com.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

1. O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)


Na primeira cena de O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972), a câmera de Francis Ford Coppola mostra o rosto de um homem dizendo “I believe in America”. Ela recua lentamente até revelar que Bonasera (Salvatore Corsitto) está falando com Don Vito Corleone (Marlon Brando), que ouve atentamente seu velho amigo dentro de um escritório. Bonasera teve a filha “desonrada” e pede justiça ao Padrinho. Obviamente, a cena elaborada pelo roteiro é interna. Seria mais um exemplo da rotina de Don Corleone se não fosse por um detalhe: é o dia do casamento de sua filha. E ele ainda nem sabe que ela sofrerá nas mãos do futuro marido.

Sabemos que lá fora acontece um casamento porque é a segunda parte da abertura detalhada no roteiro de Mario Puzo e do próprio Coppola. Agora, a cena é externa. Vemos os convidados dançando em um cenário mais amplo e, depois, percebemos que o FBI está de tocaia do lado de fora da mansão. Aos poucos, durante a festa, conhecemos cada um dos membros da família Corleone.

Logo após a foto com os personagens principais, a ação muda para um avião chegando a Hollywood. Tom Hagen (Robert Duvall) desembarca na terra do cinema para fazer “negócios” com um produtor.

Esses três parágrafos são uma homenagem a este roteiro fantástico – somente na abertura, ele demonstra o tamanho do universo dos Corleones e faz com que o cinéfilo se sinta como parte da família. Se isso é apenas o começo deste filmaço, que ocupa a 1ª posição do Top 10 da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos, imagine o restante de suas quase três horas de duração. Curiosidade: o filme deveria ter começado com a festa e não na sala, que serve de cenário para o diálogo entre Vito Corleone e Bonasera. Coppola mudou de idéia e fez aquela abertura magnífica.

Esse é o início da trilogia mais respeitada do cinema. É a saga de uma família. A transformação de Michael Corleone (Al Pacino) é impressionante. Antes, ele queria distância dos negócios da família. Aos poucos, Michael muda em pequenos detalhes. Aos poucos, ele compreende o seu destino. Esteja ele certo ou errado.

Não é só Al Pacino. Tem Marlon Brando; a música de Nino Rota; aquela cena final com a porta batendo na cara de uma ingênua Diane Keaton... Muitos cinéfilos que nasceram dos anos 70 para cá consideram O Poderoso Chefão o melhor filme de todos os tempos. À frente de Cidadão Kane. E de qualquer outro. Ao menos, os velhos e os novos concordam numa coisa: é uma obra-prima inquestionável e irretocável.

O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972)
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola (adaptado do livro de Mario Puzo)
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton, John Cazale e Talia Shire

Top 10
1) O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola
2) 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick
3) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick
4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson
5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino
6) E o Vento Levou, de Victor Fleming
7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola
8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme
9) Beleza Americana, de Sam Mendes
10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

02. 2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001, 1968)

Um filme que fala sobre a evolução do homem. É dessa maneira simples e direta que podemos definir o filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço, que foi escrito e dirigido por Stanley Kubrick, e que ocupa o posto de número 02 no Top 10 Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Baseado no livro de Arthur C. Clarke, 2001 – Uma Odisséia no Espaço conta com momentos de pouco diálogo para falar sobre o homem, desde os momentos da pré-história, quando ele tentava lidar com instrumentos simples; até a idéia de futuro, quando o homem tenta conquistar o ambiente espacial em uma nave dominada pelo computador HAL 9000. O grande viés do filme acontece quando, no meio da viagem, HAL entra numa pane e começa a eliminar um por um os tripulantes da nave a fim de adquirir o controle total do veículo. Ou seja, é a tecnologia, a evolução se voltando contra seu próprio criador.

Filmado em 1968, chama a atenção em 2001 – Uma Odisséia no Espaço a qualidade dos efeitos especiais (o filme foi o vencedor do Oscar nesta categoria naquele ano), bem como a direção de arte e o uso da trilha sonora (que conta com clássicos como Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss). Considerada uma das – muitas – obras-primas do diretor Stanley Kubrick, 2001 – Uma Odisséia no Espaço é também visto com uma das melhores ficções científicas de todos os tempos.

Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick, com base no livro de Arthur C. Clarke
Elenco: Keir Dullea, Gary Lockwood, William Sylvester, Daniel Richter, Leonard Rossiter, Margaret Tyzack, Robert Beatty

Top 10: 2) 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, 3) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, 4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson, 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

3. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971)


Realizador de obras-primas em diversos gêneros, Stanley Kubrick foi um diretor genial. Pela ficção científica, ele fez 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968) e, pelo terror, entregou O Iluminado (1980). O diretor também criticou duas guerras em Glória Feita de Sangue (1957) e Nascido Para Matar (1987), além da Guerra Fria, em Dr. Fantástico (1964). Entre muitos outros gêneros, Kubrick fez o filme definitivo sobre a violência, Laranja Mecânica (1971), o número 3 da lista da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos para os 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos.

É a história do jovem Alex de Large (Malcolm McDowell), líder dos “Drugues”, um grupo delinqüente que vive uma rotina incomum. Eles espancam mendigos, invadem casas para roubar, agredir e matar, além de desafiar gangues rivais em lutas sem limites ou regras. Um dia, Alex é capturado pela polícia e entregue ao Governo para uma experiência capaz de anular o instinto violento do ser humano.

Stanley Kubrick discute a violência física e mental do Homem, e também do Governo. Em Laranja Mecânica, o cineasta lança diversas perguntas ao público: “Quem é capaz da pior espécie de violência? O indivíduo ou o Estado? Está tudo interligado? A lavagem cerebral para corrigir um homem como Alex é definitiva? É correta?”. Com quatro indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Montagem), Laranja Mecânica incomoda, impressiona e influencia cineastas até hoje.

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971)
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick
Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke, John Clive, Adrienne Corri e Carl Duering

Top 10: 3) Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, 4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson, 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

4. Magnólia (Magnolia, 1999)

O diretor e roteirista Paul Thomas Anderson é chamado, por muitos de o Robert Altman da atualidade pela capacidade que possui de contar histórias sobre vários personagens que, apesar de serem independentes entre si, estão ligadas por algum tipo de conexão que só nos fica clara na medida em que a história progride.

Anderson atingiu o ápice de sua criatividade artística (pelo menos até que There Will Be Blood estréie e confirme todas as expectativas positivas que se tem em torno do filme) com Magnólia, de 1999, obra que ocupa a posição de número 04 no Top 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Magnólia nos coloca diante de nove histórias que acontecem durante um dia na cidade de San Fernando Valley, que fica na área de Los Angeles, Califórnia. São elas: Frank T. J. Mackey (Tom Cruise, numa performance indicada ao Oscar 2000), um autor de auto-ajuda cujo pai (Jason Robards) – um doente terminal – o procura depois de anos ausente; Linda Partridge (Julianne Moore), a esposa do pai de Mackey, que tem que lidar com a eminente morte de seu marido e com o sentimento de culpa pela sua infidelidade; Donnie Smith (William H. Macy), uma ex-child star; Stanley Spector (Jeremy Blackman), a atual child-star que lida com as pressões familiares; Phil Parma (Philip Seymour Hoffman), o enfermeiro do marido de Linda; Jimmy Gator (Philip Baker Hall), o apresentador de um quiz show que procura a reconciliação com a filha Claudia (Melora Walters) e o policial (John C. Reilly) que só quer encontrar alguém para aplacar sua solidão.

No caso de Magnólia, a conexão acontece através do uso da música da cantora Aimee Mann (Paul Thomas Anderson escreveu o roteiro do filme escutando as canções dela). Muitos irão se lembrar de “Wise Up”, que faz parte de uma das cenas mais marcantes do filme. Mas, todos deveriam pensar mesmo é em “Save Me” (música indicada ao Oscar 2000) e cuja frase “If you could save me from the ranks of the freaks, who suspect they could never love anyone” representa tudo aquilo que os personagens criados por Paul Thomas Anderson procuram.

Direção: Paul Thomas Anderson
Roteiro: Paul Thomas Anderson
Elenco: Julianne Moore, William H. Macy, John C. Reilly, Tom Cruise, Philip Baker Hall, Philip Seymour Hoffman, Jason Robards, Alfred Molina, Melora Walters, Jeremy Blackman, Melinda Dillon, Luis Guzmán

Top 10: 4) Magnólia, de Paul Thomas Anderson, 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

5. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994)


Em 1992, o mundo conheceu o talento de Quentin Tarantino. O filme era Cães de Aluguel. Na época, a produção chamou a atenção de ninguém menos do que Martin Scorsese, que encheu o novato de elogios.

Mas foi com Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), que Tarantino conquistou os cinéfilos. Não importa se o filme ganhou a Palma de Ouro ou se perdeu o Oscar para Forrest Gump. O que realmente importa é que Pulp Fiction é o filme mais influente dos anos 1990. Além disso, revelou um autor.Tarantino valoriza a força da palavra no roteiro ao discutir violência, cultura pop e histórias policiais de bolso em mesas de bar (ou em leituras de banheiro). Ele não influenciou apenas cineastas e roteiristas, mas uma geração inteira de cinéfilos, que coloca Pulp Fiction na 5ª posição na escolha da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos dos 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos.

Um dos blogueiros da SBBC, Cassiano Sairaf, fez uma bela resenha sobre o filme em seu blog,
Museu do Cinema. Não é preciso dizer mais nada.

Pulp Fiction – Tempo de Violência
(Pulp Fiction, 1994)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino e Roger Avary
Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Tim Roth, Bruce Willis, Maria de Medeiros, Ving Rhames e Eric Stoltz

Top 10: 5) Pulp Fiction – Tempo de Violência, de Quentin Tarantino, 6) E o Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

6. ...E O Vento Levou (Gone With the Wind, 1939)

Muitos dizem que o ano de 1939 foi o melhor da história da indústria cinematográfica hollywoodiana. O reflexo disso pôde ser visto na lista de indicados ao Oscar daquele ano. No lugar do habitual número de cinco indicados à categoria principal (a de melhor filme), tivemos uma lista de dez concorrentes à estatueta dourada.

Um desses candidatos era ...E O Vento Levou, do diretor Victor Fleming (homem por trás de O Mágico de Oz, outra obra-prima produzida em 1939), e filme que ocupa a posição de número 08 na lista de Melhores Filmes de Todos os Tempos de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Mais do que uma obra-prima do cinema norte-americano, ...E o Vento Levou é uma prova de todos os elementos que faziam do cinema hollywoodiano a menina dos olhos de cinéfilos em todo o mundo. Uma produção megalomaníaca (e totalmente problemática, tendo em vista que mais de cinco diretores contribuíram com a obra), fruto da mente de David O. Selznick, um dos maiores difusores de todo um sistema em que o produtor era a peça mais importante na engrenagem da fábrica de sonhos que é o cinema (num momento que antecedeu o chamado star-system). Um filme com diálogos marcantes, uma música inesquecível e que continua a ser uma das obras mais amadas pelos cinéfilos, incluindo aqueles de gerações mais recentes.

Baseado no aclamado livro de Margaret Mitchell, ...E O Vento Levou conta a saga de Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), garota rica e mimada que vive no Sul dos EUA. Quando a Guerra da Secessão começa, Scarlett é obrigada a amadurecer ao ver a pobreza, a fome e o sofrimento. Ela se casa com Rhett Butler (Clark Gable), um homem que ela odiava e aprenderá, aos poucos, a valorizar. O final de ...E O Vento Levou é uma das cenas mais clássicas do cinema e uma prova concreta de toda a mitologia que envolve esta produção, bem como o seu casal central.

Vencedor de nove Oscars – incluindo o de melhor atriz coadjuvante para Hattie McDaniel, que entraria para a história como a primeira atriz negra a ser indicada e vencer um prêmio da Academia -, ...E O Vento Levou é um daqueles filmes que explicam o por quê de o cinema ser uma arte tão apaixonante.

Direção: Victor Fleming
Roteiro: Sidney Howard
Elenco: Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Hattie McDaniel, Thomas Mitchell, Barbara O’Neil, Evelyn Kayes, Ann Rutherford, George Reeves, Fred Crane

Top 10: 6) ...E O Vento Levou, de Victor Fleming, 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

7. O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II, 1974)


O Poderoso Chefão – Parte II (The Godfather – Part II, 1974) conquistou uma proeza: é a única segunda parte de uma trilogia premiada com o Oscar de Melhor Filme. A história é contada em épocas diferentes para mostrar os diversos lados da mesma moeda – a ascensão dos Corleone na América e o início de seu reinado de sangue e poder. Enquanto o jovem siciliano Vito Corleone (Robert De Niro) começa a construção do império, nos anos 1910, Michael Corleone (Al Pacino) expande o poder do clã em Las Vegas, Cuba e Hollywood, durante os anos 1950.

O universo intimista do Corleone revelado no primeiro filme é expandido aqui em forma de passado e presente. A saga ganha contornos épicos. Sabemos dos passos de Vito Corleone de De Niro como se estivéssemos lendo notas de rodapé. É como se encontrássemos curtas anotações sobre a vida dele em livros abandonados numa velha biblioteca.

Francis Ford Coppola recebeu o seu Oscar de Melhor Diretor, que perdeu dois anos antes ao concorrer pelo primeiro filme da trilogia. É interessante tentar compreender o carisma de Vito e a monstruosidade de Michael. O primeiro constrói e une a família, enquanto o segundo destrói e separa. Mas ambos sempre foram temidos por amigos e inimigos. Onde Michael errou? E onde Vito acertou? Na cena final, logo após saber que seu próprio irmão foi executado sob suas ordens, observamos o Michael Corleone de Al Pacino sozinho, relembrando um jantar com a família unida à espera do pai. Pacino apenas sugere e não diz nada. É o poder do silêncio, que demonstra um homem orgulhoso, mas que já dá indícios da fase de Michael que conheceríamos em O Poderoso Chefão – Parte III. Ou seja, um homem consumido pela culpa. E ele a percebe tarde demais. Seu silêncio termina num grito sem som na emblemática cena da escadaria, que representa o clímax da saga.

O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II, 1974)
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola e Mario Puzo
Elenco: Al Pacino, Diane Keaton, Robert Duvall, Robert De Niro, Lee Strasberg, John Cazale e Talia Shire

Top 10: 7) O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola, 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme, 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

8. O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991)

Existem certos personagens que são maiores do que os atores que os interpretaram ou dos filmes que estrelaram. Hannibal Lecter é um deles. Na pele do ator galês Anthony Hopkins, o personagem ganhou uma aura mítica e, em se tratando do fato de que Hannibal é um dos melhores vilões da história do cinema, saber que ele ganhou a admiração de muitos cinéfilos chega até a ser bastante curioso.

O Silêncio dos Inocentes, filme que marca a estréia de Hopkins no papel (que já foi de atores como Brian Cox e Gaspard Uliel), é o dono do posto número 8 do Top 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Em uma atmosfera dominada pelo sentimento sombrio, o diretor Jonathan Demme e o roteirista Ted Tally (adaptando o livro de Thomas Harris) contam a história do encontro entre a agente do FBI, Clarice Starling (Jodie Foster), com o temível assassino Hannibal Lecter. Ela precisa da ajuda dele para desvendar a mente de um psicopata chamado “Buffalo Bill”.

O mais interessante em O Silêncio dos Inocentes é a maneira como Demme aborda o relacionamento que se estabelece entre Clarice e Hannibal. O último faz com que a primeira se sinta consumida pela sua personalidade dominante. E é a partir disso que vemos a agente do FBI confrontando seus medos e indo além de todos os seus limites.

Um dos poucos filmes a serem premiados com os cinco Oscars principais (melhor filme, diretor, roteiro, ator e atriz), O Silêncio dos Inocentes é um filme que dá uma aula de como se fazer uma obra de suspense psicológico sem ter que acabar apelando para fórmulas batidas ou reviravoltas sem sentido. O filme conta sua história de forma direta, sem rodeios e inserindo a platéia completamente dentro de seu universo.

Direção: Jonathan Demme
Roteiro: Ted Tally
Elenco: Anthony Hopkins, Jodie Foster, Scott Glenn, Anthony Heald, Ted Levine, Frankie Faison

Top 10: 8) O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme; 9) Beleza Americana, de Sam Mendes; 10) Cidadão Kane, de Orson Welles.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

9. Beleza Americana (American Beauty, 1999)

Em 1999, o diretor Sam Mendes foi comparado a Orson Welles. Na época, muitos críticos disseram que sua estréia como cineasta foi a mais celebrada desde que Welles surgiu com Cidadão Kane, o número 10 da lista dos melhores filmes de todos os tempos de acordo com a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

O 9º lugar fica com Beleza Americana, vencedor de cinco Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor (Sam Mendes), Melhor Roteiro Original (Alan Ball), Melhor Ator (Kevin Spacey) e Melhor Fotografia (Conrad L. Hall). Beleza Americana representou o primeiro Oscar de Melhor Filme para a Dreamworks.

Logo no início, sabemos que o filme é narrado por um cadáver, Lester Burnham (Spacey). Sam Mendes e Alan Ball (criador da série Six Feet Under) fizeram uma homenagem direta ao começo de Crepúsculo dos Deuses (1950), do mestre Billy Wilder, que é narrado pelo “espírito” de William Holden.

Beleza Americana
não é “apenas” uma sátira à família. É sobre um homem que estagnou no espaço e no tempo. E o pior de tudo: ele reconhece isso. O que fazer da vida quando não adianta mais sonhar? E o que fazer quando ninguém mais te respeita? Ao saber disso, Lester Burnham decide viver cada minuto intensamente. Como homem, ele pode até desaprovar seus instintos, mas se recusa a desistir de satisfazer seus desejos mais profundos. Ele pode estar errado, mas Lester precisa provar (a si próprio) que não é um perdedor. E suas ações afetam toda a sua família (e vizinhos). É um filme sobre os medos de sempre em uma sociedade moderna.

É um roteiro que Billy Wilder teria adorado. Beleza Americana é um dos filmes mais influentes para uma nova geração de cinéfilos. É uma obra que ainda merece discussão e que deve ser estudada ao longo dos anos. Nada é o que parece em Beleza Americana. Para entender suas mensagens, é bom “olhar mais de perto”, como está escrito no cartaz do filme.

Beleza Americana (American Beauty, 1999)
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Alan Ball
Elenco: Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari e Chris Cooper

Top 10: 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Top 10 - Os Melhores Filmes de Todos os Tempos

10. Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)


Uma presença constante nas listas de críticos do mundo inteiro, a obra Cidadão Kane, do diretor Orson Welles, inaugura a lista em ordem decrescente dos 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Quando começou a fazer Cidadão Kane, Orson Welles tinha somente 25 anos e já possuía uma fama de visionário – que foi conquistada graças à sua transmissão em rádio da obra A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. O projeto era bastante ambicioso e tinha o objetivo de contar a trajetória do empresário do ramo de telecomunicações, Charles Foster Kane (vivido por Welles), ao utilizar um recurso narrativo bem diferente: toda a história seria contada através do ponto de vista daqueles que conheceram o magnata, em relatos a um jornalista (Joseph Cotten), que estava escrevendo o obituário de Kane.

Cidadão Kane marcou seu nome na história da indústria cinematográfica ao imprimir uma mudança na linguagem de cinema até então nunca vista antes. Orson Welles e seu diretor de fotografia, Gregg Toland, fizeram uso de sombras e de distorção de imagens, de longas seqüências sem cortes, de tomadas e focos em ângulos de câmeras inéditos, entre outras mudanças revolucionárias.

Além disso, o filme causou bastante controvérsia por causa das semelhanças entre Charles Foster Kane e o magnata da vida real William Randolph Hearst, que tentou a todo custo impedir a produção do filme – a história por trás das filmagens de Cidadão Kane pode ser vista no telefilme RKO 281, de Benjamin Ross.

O resultado de tudo isso é um filme que é uma das poucas unanimidades da história do cinema e que deixou frases e cenas marcadas nas memórias de cinéfilos em todo o mundo.

Direção: Orson Welles
Roteiro: Herman J. Mankiewicz e Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Agnes Moorehead, Ruth Warrick, Ray Collins

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Elenco de Leões e Cordeiros é inscrito como coadjuvante

Leões e Cordeiros tem estréia prevista para novembro. Desta forma, o novo filme dirigido por Robert Redford está entre os "filmes indicáveis" para a 1ª edição do Blog de Ouro, prêmio da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

Além disso, os votantes precisam saber que o trio principal de Leões e Cordeiros (Tom Cruise, Meryl Streep e Robert Redford) está inscrito para disputar indicações nas categorias de Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante. Logo, nenhum deles pode concorrer como Melhor Ator e Melhor Atriz.

Leões e Cordeiros narra o envolvimento de um congressista (Cruise), uma jornalista (Meryl) e um professor (Redford) com a Guerra no Oriente Médio.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Votação dos 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos


A Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos convida todos os seus membros para participar da primeira votação de nosso grupo, que vai eleger os 10 melhores filmes de todos os tempos, de acordo com a opinião dos membros da SBBC.

Para participar, basta enviar a sua lista com o nome dos 10 filmes os quais você considera como os melhores de todos os tempos para o e-mail:
blogueiroscinefilos@gmail.com.

O prazo final para o envio das listas será o dia 24 de Setembro.

Contamos com a participação de todos!

Atenciosamente,

Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Regulamento do Blog de Ouro

• Para a 1ª Edição Anual do Blog de Ouro, a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (SBBC) considera filmes e séries exibidos no Brasil no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2007.

• Cada filme deste período deve ter sido exibido em algum cinema de (pelo menos) uma cidade do Brasil ou lançado em DVD.

• Cada série de TV precisa ter sido exibida em algum canal de qualquer operadora do Brasil.

• A SBBC não considera qualquer filme ou série que não se encaixe nos padrões acima. Não será permitido nenhum material “baixado” da Internet.
• 1º de dezembro de 2007: Término das inscrições.

08 de dezembro de 2007: A SBBC enviará e-mail a todos os membros para a votação nas 33 categorias (19 para cinema e 14 para TV).

• Cada categoria inclui cinco opções.

• Em cada categoria, a pontuação será a seguinte: 1º colocado (5 pontos), 2º colocado (4 pontos), 3º colocado (3 pontos), 4º colocado (2 pontos) e 5º colocado (1 ponto).

22 de dezembro de 2007: Prazo final para a entrega dos votos.

04 de janeiro de 2008: Divulgação da lista de indicados ao Blog de Ouro.

05 de janeiro de 2008: A SBBC enviará e-mail a todos os membros para nova votação. Desta vez, os membros devem escolher somente uma opção entre cada um dos cinco indicados em todas as 33 categorias.

12 de janeiro de 2008: Prazo final para a entrega dos votos.

18 de janeiro de 2008: Divulgação da lista dos vencedores do Blog de Ouro.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

SBBC já tem 28 integrantes

Gostaríamos de agradecer todos os e-mails e o apoio de cada integrante da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos. De sexta-feira para cá, passamos de 14 para 28 blogueiros inscritos na SBBC.

Abaixo, os integrantes da SBBC (até agora):

Leonardo Pereira (Diário de Dois Cinéfilos), Rodrigo Mathias (Diário de Dois Cinéfilos), Jamile Gonçalves Calissi (TudoVintageOuNão), Rogério Scheidemantel (Cinema em Casa), Ramon Scheidemantel (Cinema em Casa), João Paulo Rodrigues da Silva (Cine JP), Julia Mathias (PopCandy), Ronald Perrone (Cine Art), Roberto dos Santos Queiroz Júnior (Claquete), Romeika Cortez (A Room of One's Own), Eduardo Ribas Machado (Comentários em Série), André Echeverria Flores (Zero à Esquerda Filmeblog), Gisele Ramos (Blog na TV), Wiliam Domingos Cardoso (Eco Social), Gustavo H. Razera (Império Cinéfilo - Parte II), Luciano Lima (A Sala), Marcus Vinícius Freitas (Caminhante Noturno), Wanderley Teixeira (Espaço Lumière), Cassiano Sairaf (Museu do Cinema), Túlio Moreira (Cinema Kabuki), Gustavo Guimarães (Fina Ironia), Matheus Pannebecker (Cinema 2007), Wally Soares (Cine Vita), Denis Torres Ferreira (Colaborador do Hollywoodiano), Flávia Costa (Hollywoodiano), Otavio Almeida (Hollywoodiano), Vinícius Pereira (Blog do Vinicius) e Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza).

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Apresentação da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

O dia 23 de agosto de 2007 marcou a fundação da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos. Os organizadores Otavio Almeida (Hollywoodiano), Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza) e Vinícius Pereira (Blog do Vinicius) convidam todos os fãs da sétima arte e seus respectivos blogs de cinema (e TV) a entrar para a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos (SBBC).

A iniciativa surge com a proposta de unificar e organizar os blogs de cinema e TV. A SBBC não deixa de ser mais um passo rumo ao respeito e reconhecimento dos blogs como veículos de comunicação feitos por competentes formadores de opinião. A grande diferença dos membros da SBBC é o amor pelo cinema.

É justo registrar que a idéia nasceu do blogueiro Victor Nassar, mas há tempos que não se tem notícia alguma dele. Espero que ele leia o nosso comunicado. No ano passado, Victor Nassar criou o Movie Bloggers Awards, que reuniu outros 16 blogueiros cinéfilos. Todos votaram em categorias semelhantes ao Oscar para eleger os melhores filmes, diretores, roteiros, etc. Veja o resultado aqui. Os filmes na arte acima foram citados para homenagear a premiação.

Além da união dos blogueiros cinéfilos em busca de divulgação e, principalmente, respeito, os organizadores decidiram dar continuidade ao Movie Bloggers Awards. Agora, a premiação dos melhores do ano apresenta um novo nome.

A SBBC tem o orgulho de anunciar o Blog de Ouro. Trata-se do prêmio dos blogueiros cinéfilos para os melhores do ano no cinema (de todos os países) e na TV (neste caso, levamos as séries norte-americanas em consideração). São 19 categorias para cinema e mais 14 para TV.

Veja as 33 categorias abaixo:

CINEMA

• MELHOR FILME • MELHOR DIRETOR • MELHOR ROTEIRO ORIGINAL • MELHOR ROTEIRO ADAPTADO • MELHOR ATOR • MELHOR ATRIZ • MELHOR ATOR COADJUVANTE• MELHOR ATRIZ COADJUVANTE • MELHOR ELENCO • MELHOR ANIMAÇÃO • MELHOR TRILHA SONORA • MELHOR CANÇÃO • MELHOR FOTOGRAFIA • MELHOR DIREÇÃO DE ARTE • MELHOR FIGURINO • MELHOR MONTAGEM • MELHOR MAQUIAGEM • MELHORES EFEITOS VISUAIS • MELHOR SOM

TV

• MELHOR SÉRIE (DRAMA) • MELHOR SÉRIE (COMÉDIA) • MELHOR ATOR (DRAMA) • MELHOR ATOR (COMÉDIA) • MELHOR ATRIZ (DRAMA) • MELHOR ATRIZ (COMÉDIA) • MELHOR ATOR COADJUVANTE (DRAMA) • MELHOR ATOR COADJUVANTE (COMÉDIA) • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (DRAMA) • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (COMÉDIA) • MELHOR ELENCO (DRAMA) • MELHOR ELENCO (COMÉDIA) • MELHOR EPISÓDIO (DRAMA) • MELHOR EPISÓDIO (COMÉDIA)

A 1ª Edição Anual do Blog de Ouro considera todos os filmes e séries exibidos no Brasil no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2007. Por enquanto, a SBBC tem 14 membros (que já receberam este comunicado). Quem quiser entrar para a SBBC (o que dá o direito de votar no Blog de Ouro), deve encaminhar um e-mail para ottavioalmeida@hotmail.com até 1º de dezembro de 2007. A mensagem precisa conter:

• O nome completo do blogueiro
• O nome do blog de cinema (ou TV)
• O endereço do blog de cinema (ou TV)

Em breve, enviaremos e-mails com agenda e regulamento completo do Blog de Ouro. Até lá, esperamos por mais inscrições.