
• CARTAS DE IWO JIMA / Tom Stern
• A CONQUISTA DA HONRA / Tom Stern
• O DESPERTAR DE UMA PAIXÃO / Stuart Dryburgh
• ZODÍACO / Harris Savides


• APOCALYPTO / Jonay Bacallado, Ruth Bermudo, Laura Bonilla, David Ruiz Gameros, Jana Carboni e Simona Castaldi
• HAIRSPRAY - EM BUSCA DA FAMA / Colin Penman, Ronnie Specter, Barry Anderson, Josh Counsel e Vance Hartwell
• PIAF - UM HINO AO AMOR / Gabriela Polakova, Didier Lavergne, Matthew Smith e David White


A votação do primeiro Blog de Ouro está em andamento. Os indicados ao prêmio da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos para os melhores trabalhos do cinema em 2007 serão divulgados no próximo dia 5 de janeiro de 2008.

O diretor e roteirista Paul Thomas Anderson é chamado, por muitos de o Robert Altman da atualidade pela capacidade que possui de contar histórias sobre vários personagens que, apesar de serem independentes entre si, estão ligadas por algum tipo de conexão que só nos fica clara na medida em que a história progride.

Em 1999, o diretor Sam Mendes foi comparado a Orson Welles. Na época, muitos críticos disseram que sua estréia como cineasta foi a mais celebrada desde que Welles surgiu com Cidadão Kane, o número 10 da lista dos melhores filmes de todos os tempos de acordo com a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.
O 9º lugar fica com Beleza Americana, vencedor de cinco Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor (Sam Mendes), Melhor Roteiro Original (Alan Ball), Melhor Ator (Kevin Spacey) e Melhor Fotografia (Conrad L. Hall). Beleza Americana representou o primeiro Oscar de Melhor Filme para a Dreamworks.
Logo no início, sabemos que o filme é narrado por um cadáver, Lester Burnham (Spacey). Sam Mendes e Alan Ball (criador da série Six Feet Under) fizeram uma homenagem direta ao começo de Crepúsculo dos Deuses (1950), do mestre Billy Wilder, que é narrado pelo “espírito” de William Holden.
Beleza Americana não é “apenas” uma sátira à família. É sobre um homem que estagnou no espaço e no tempo. E o pior de tudo: ele reconhece isso. O que fazer da vida quando não adianta mais sonhar? E o que fazer quando ninguém mais te respeita? Ao saber disso, Lester Burnham decide viver cada minuto intensamente. Como homem, ele pode até desaprovar seus instintos, mas se recusa a desistir de satisfazer seus desejos mais profundos. Ele pode estar errado, mas Lester precisa provar (a si próprio) que não é um perdedor. E suas ações afetam toda a sua família (e vizinhos). É um filme sobre os medos de sempre em uma sociedade moderna.
É um roteiro que Billy Wilder teria adorado. Beleza Americana é um dos filmes mais influentes para uma nova geração de cinéfilos. É uma obra que ainda merece discussão e que deve ser estudada ao longo dos anos. Nada é o que parece em Beleza Americana. Para entender suas mensagens, é bom “olhar mais de perto”, como está escrito no cartaz do filme.
Beleza Americana (American Beauty, 1999)
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Alan Ball
Elenco: Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari e Chris Cooper
Top 10: 9) Beleza Americana, de Sam Mendes, 10) Cidadão Kane, de Orson Welles
Uma presença constante nas listas de críticos do mundo inteiro, a obra Cidadão Kane, do diretor Orson Welles, inaugura a lista em ordem decrescente dos 10 Melhores Filmes de Todos os Tempos, de acordo com os membros da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.
Quando começou a fazer Cidadão Kane, Orson Welles tinha somente 25 anos e já possuía uma fama de visionário – que foi conquistada graças à sua transmissão em rádio da obra A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells. O projeto era bastante ambicioso e tinha o objetivo de contar a trajetória do empresário do ramo de telecomunicações, Charles Foster Kane (vivido por Welles), ao utilizar um recurso narrativo bem diferente: toda a história seria contada através do ponto de vista daqueles que conheceram o magnata, em relatos a um jornalista (Joseph Cotten), que estava escrevendo o obituário de Kane.
Cidadão Kane marcou seu nome na história da indústria cinematográfica ao imprimir uma mudança na linguagem de cinema até então nunca vista antes. Orson Welles e seu diretor de fotografia, Gregg Toland, fizeram uso de sombras e de distorção de imagens, de longas seqüências sem cortes, de tomadas e focos em ângulos de câmeras inéditos, entre outras mudanças revolucionárias.
Além disso, o filme causou bastante controvérsia por causa das semelhanças entre Charles Foster Kane e o magnata da vida real William Randolph Hearst, que tentou a todo custo impedir a produção do filme – a história por trás das filmagens de Cidadão Kane pode ser vista no telefilme RKO 281, de Benjamin Ross.
O resultado de tudo isso é um filme que é uma das poucas unanimidades da história do cinema e que deixou frases e cenas marcadas nas memórias de cinéfilos em todo o mundo.
Direção: Orson Welles
Roteiro: Herman J. Mankiewicz e Orson Welles
Elenco: Orson Welles, Joseph Cotten, Dorothy Comingore, Agnes Moorehead, Ruth Warrick, Ray Collins